Terça, 27 Junho 2017

História dos Municípios (2)

História de Juatuba

Escrito por Domingo, 28 Dezembro 2014 17:50

Um pouco de história



O A cidade de Juatuba é ainda uma adolescente com seus 17 anos de emancipação político-administrativa. Mas, a história começou mesmo nos anos 70, quando o povoado iniciado em torno da antiga Rede Mineira de Viação atingiu grande expansão urbana com a industrialização. 

O nome do município, antes conhecido como Varginha, tem origem indígena, foi adotado em 1911 e significa “sítio dos juás”, devido à abundância no local deste fruto colhido de um espinho. 

De acordo com registros históricos, o povoamento começou com os índios cataguases, bárbaros habitantes do Serrado, dos quais foram encontrados vestígios na vizinha Mateus Leme, cidade à qual Juatuba pertencia até 1992. 

O início do povoamento da região também se vincula ao ciclo do ouro, sendo a Serra de Santo Antônio ou Serra de Santa Cruz, que é limite do município a Sudeste, o ponto de penetração das bandeiras procedentes de Ouro Preto e Mariana em busca de ouro.

Muitos fatos ocorreram até a tão sonhada emancipação. A lei número 336, de 27 de dezembro de 1948 elevou o município de povoado a distrito de Mateus Leme. Entre os anos de 1979 e 1981 várias mobilizações foram feitas para tornar Juatuba independente, até que isso foi possível, através da lei número 10.704, de 27 de abril de 1992, data em que é comemorado o aniversário da jovem cidade, que teve seu primeiro prefeito empossado em janeiro de 1993. 

Como se vê, um longo caminho foi percorrido para que Juatuba fosse elevada a município. Os passos decisivos para a atual configuração da cidade foram dados com a instalação da Cervejaria Brahma, hoje Ambev, em 1972. A empresa ainda é considerada a maior fonte local de geração de empregos e de arrecadação de empregos. Também contribuiu para o processo de emancipação o início das atividades da Usina Térmica de Igarapé, da Cemig, em 1978. A usina, às margens do rio Paraopeba, ficou paralisada por um período, mas foi reativada em 1986. 

Outro ponto fundamental para que Juatuba se tornasse cidade foi a construção do Sistema Serra Azul (Copasa) responsável pelo abastecimento de água do município. O Movimento Emancipativo de Juatuba surgiu em conseqüência do desenvolvimento ocorrido nas últimas décadas e durou 20 anos, até a realização do plebiscito para seu desmembramento de Mateus Leme, em 15 de novembro de 1991. 

Governo de Minas emancipa o município de Juatuba

Em 27 de abril de 1992, foi assinada pelo então governador de Minas Gerais, Hélio Garcia, a lei 10.704, através da qual Juatuba foi emancipada de Mateus Leme. Muitos fatos antecederam a emancipação do município, que nesta época ainda era distrito da cidade vizinha, dividindo toda a sua arrecadação com a mesma. 

Com o desenvolvimento, principalmente no setor agropecuário, com a plantação de eucaliptos, café, criação de gado e crescimento do setor industrial devido à instalação da cervejaria Brahma, hoje Ambev, surgiu o movimento em torno da emancipação. E depois de muitas lutas, inclusive com a realização de um plebiscito, quando foi consultada a opinião da população, o sonho tornou-se realidade. O governo do Estado emancipou 33 municípios mineiros, e, entre eles estava Juatuba, que atendeu a todos os pré-requisitos exigidos. 

Depois disso, o governador nomeou uma intendência para administrar o novo município, até a realização das eleições para eleger o primeiro prefeito e a primeira Câmara de Vereadores. 

Juatuba faz festa para comemorar emancipação

A população de Juatuba comemorou a emancipação do município, ocorrida em 27 de abril de 1992, através da lei 10.704, com muita festa. O povo foi às ruas para receber o intendente Oscar Soares Andrade, empresário nomeado pelo então governador Hélio Garcia para administrar a cidade até a posse do primeiro prefeito, escolhido em eleições marcadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. 

Música e fogos de artifício fizeram parte das celebrações, que surpreenderam o intendente pela receptividade dos juatubenses à sua indicação. A primeira iniciativa anunciada pelo empresário foi um encontro com o vice-governador Arlindo Porto, para ter mais informações sobre todo o processo. Ele prometeu ainda procurar manter o diálogo com a Prefeitura de Mateus Leme, cidade à qual Juatuba pertencia até então e que fez campanha contra a emancipação. 

Após a posse de Soares, o otimismo tomou conta de todos que lutaram para ver Juatuba emancipada. Apesar de na época o mérito da ação que contestava o processo não ter sido julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o presidente da comissão de emancipação, José Geraldo de Paula, declarou que “o processo se tornou irreversível depois que o governador Hélio Garcia nomeou o intendente”. Em plebiscito realizado no ano anterior, a emancipação ganhou com 95% dos votos. 

História de Mateus Leme

Escrito por Domingo, 28 Dezembro 2014 17:43

 

História do Município

A denominação primitiva do município, Arraial do Morro de Mateus Leme, já aponta suas origens históricas. Mateus Leme, bandeirante de linguagem paulista cuja vida e trajetória pelas regiões mineradoras é ainda mal definida, foi o iniciador do povoamento local ao instalar-se próximo a uma serra que tomou o nome, presumivelmente nos primeiros anos do século XVIII.

Já em 1710, uma carta Sesmaria refere-se ao local (Morro do Mateus Leme), comprovando a sua origem bem remota; outras fontes documentais, dos anos 1739 e 1745, referem-se ao arraial.

Segundo o estudioso Teophilo de Almeida, encontram-se no Morro do Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, iniciando um trabalho vultoso de mineração aurífera no local. Disso podemos deduzir que a mineração ali apresentava-se muito lucrativa, pois compensava os gastos com obras bastante onerosas.

Apesar destes indícios de riquezas, o arraial do Morro de Mateus Leme atravessa todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela curada de freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Em 1822, o arraial contava com 2.358 "almas", segundo visita pastoral realizada neste ano.

Presume-se que a população, com a decadência da exploração aurífera, tenha voltado para outras atividades econômicas como a agricultura e a pecuária.

A freguesia (povoação) foi criada em 1832, com a denominação de Santo Antônio do morro de Mateus Leme, tendo como filiais, Itatiaiuçu e Patafufo.

Em termos administrativos, a população passou por diversas mudanças: tendo pertencido aos municípios de Sabará e Pitangui, foi posteriormente incorporado aos municípios de Pará de Minas, antigo Patafufo (1848), Bonfim (1850 e 1870) e novamente Pará de Minas (1877).

A autonomia foi adquirida em 1938, quando foi criado o município.

A Comarca de Mateus Leme foi criada em 1954.

O povoado que, posteriormente, daria origem ao atual município de Mateus Leme, foi fundado ao início do século XVIII, na vaga que, buscando metais e pedras preciosas, levaria ao deslocamento de todo o eixo econômico brasileiro para Minas Gerais, formando inúmeras novas comunidades. 

A denominação original da região, Arraial do Morro de Mateus Leme, já aponta suas origens históricas. Mateus Leme, bandeirante de linguagem paulista, cuja vida e trajetória pelas regiões mineradoras é ainda mal definida, foi o pioneiro do povoamento na localidade, ao instalar-se nas proximidades de uma serra que, anos mais tarde, receberia o seu nome. Já no ano de 1710 uma carta de sesmaria refere-se ao local do Morro do Mateus Leme, comprovando sua origem bem remota. Outras fontes documentais datadas dos anos de 1739 e 1745, referem-se ao arraial.

Existem no Morro de Mateus Leme vestígios de antigos aquedutos e lavrados, que teriam dado início a um vultoso trabalho de mineração aurífera na região. O que podemos inferir destes dados, é que a mineração na localidade era bastante lucrativa, uma vez que compensava obras bastante onerosas. Apesar destes indícios de riqueza, o Arraial do Morro de Mateus Leme atravessou todo o século XVIII sem alcançar foros de freguesia, sendo capela da freguesia de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral Del Rei. Segundo visita pastoral realizada no ano de 1822, o Arraial contava então com 2.358 almas. 

Presume-se que, com a decadência da exploração aurífera, esta população tenha passado a dedicar-se à outras atividades econômicas, tais como a agricultura e a pecuária. A freguesia foi criada no ano de 1832, com a denominação de Santo Antônio do Morro de Mateus leme, tendo como filiais Itatiaiuçu e Patafufo. Em termos administrativos, a população passou por diversas mudanças, tendo pertencido sucessivamente aos municípios de Sabará e Pitangui, posteriormente incorporando-se aos municípios de Pará de Minas, antigo Patafufo *1848), Bonfim (1850 e 1870) e novamente a Pará de Minas (1877). A autonomia política e administrativa de Mateus Leme, foi auferida no ano de 1938, fruto da luta de gerações e gerações de seus mais nobres próceres, sempre apoiados pela população de todas as classes sociais.

Data da Fundação: Princípio do século XVIII
Data da Emancipação: 17/12/1.938
Desmembrado do Município de Pará de Minas

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