Quarta, 16 Agosto 2017

Juatuba está entre cidades mineiras com risco de surto de febre amarela

Publicado em Saúde Segunda, 20 Março 2017 09:59
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Domingo, 12, terminou com mais um sinal de alerta para a população de Juatuba em relação à febre amarela. No fim da tarde, o dono de uma chácara  em condomínio na região de Carumbé, zona rural perto da BR-262, notificou o óbito de um mico-estrela. O sitiante relatou que observou o animal beber grande quantidade de água, subir numa árvore e depois cair, já morto. 

O corpo do macaco foi recolhido e seguiu para a necropsia, sendo encaminhado depois para a Fundação Ezequiel Dias – Funed – onde passará por exames. Laudos divulgados na semana passada confirmaram que o primata encontrado há cerca de três semanas na comunidade Jardim Boa Vista morreu em decorrência da enfermidade. 

Desde então, com a população alarmada, as autoridades municipais aumentaram as ações para conter uma possível epidemia. Juatuba figura entre as 55 cidades com riscos de surto da doença. E, a preocupação aumentou nos últimos dias. A vacinação foi descentralizada e está sendo oferecida em todas as Unidades Básicas de Saúde – UBS – para ampliar o acesso às doses, como forma de prevenção. 

 

Pior epidemia da história

Os primatas são uma espécie de sentinelas da febre amarela, pois também podem morrer se infectados pelos transmissores da doença. Na área rural os vetores são os mosquitos dos gêneros Sabethes e Haemagogus. Na urbana, o vetor pode ser o Aedes Aegypti, o mesmo da dengue, chikungunya, e zika, embora não haja registro comprovado de transmissão por esse mosquito desde 1942.

O país vive o pior surto da doença. De 1989 a 2009, no último ano em que um caso de febre amarela em humano foi registrado no estado, foram registradas 44 mortes. Em 2017, em menos de 90 dias morreram quase três vezes mais pessoas que no acumulado de duas décadas.

 

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