Segunda, 23 Outubro 2017

Órgãos ambientais ainda investigam mortandade de peixes no Paraopeba

Publicado em Saúde Terça, 14 Março 2017 08:46
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No fim de fevereiro, em meio à alegria do Carnaval, moradores de Juatuba passaram a visualizar um cenário desolador no trecho do rio Paraopeba que corta a cidade: muitos peixes, de várias espécies e tamanhos, incluindo até surubins de grande porte, mortos no curso d´água. Cerca de 15 dias depois dos primeiros registros, ainda não há respostas concretas sobre a mortandade. As informações, por enquanto, são de que uma força-tarefa composta por integrantes de órgãos de fiscalização ambiental do município, de Betim e do Estado, incluindo a Polícia Militar de Meio Ambiente, está apurando as causas.

O Conselho de Desenvolvimento Ambiental – Codema –, de Juatuba, descarta a possibilidade de vazamento em barragens de rejeitos de mineradoras da região, apesar do aspecto barrento das águas desde que foi constatada a morte dos animais. As suspeitas são de que a situação, detectada por um pescador, tem a ver com poluição a partir do derramamento de um produto tóxico. Os primeiros levantamentos mostraram que o material foi despejado no rio Betim, devido a alguns indícios, como a espuma que tomou conta da foz. Peixes foram recolhidos e encaminhados para exames. Os responsáveis podem responder administrativamente até na esfera federal, além de serem condenados a multa de pelo menos R$ 1 milhão.

O Paraopeba é afluente do São Francisco, o maior curso d’água que nasce e deságua em território brasileiro, e também é responsável pelo abastecimento de muitas cidades ribeirinhas. A proximidade do período chuvoso é motivo de preocupação, diante da possibilidade de os resíduos do produto químico que estiverem no fundo do rio voltem a circular, contribuindo para a continuidade da catástrofe. Uma empresa que abastece a vizinha Pará de Minas suspendeu a captação de água, que deve ser retomada depois de divulgado o resultado das amostras. A recomendação das autoridades sanitárias nos municípios afetados é de que a população não consuma os peixes e esteja atenta também ao comércio dos mesmos.

 

Intenso monitoramento

Técnicos da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerias - Cetec - enviados à região a pedido da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Semad – recolheram amostras em cinco pontos na semana passada. Dois no rio Betim, três no próprio Paraopeba, sobre pontes na BR–262 e na MG–050, além de outro na altura da travessia da linha férrea, que passa sobre Juatuba.

A assessoria de imprensa da Semad divulgou, por meio de nota, “se for possível identificar as fontes poluidoras associadas à mortandade, serão tomadas as medidas administrativas para cessação da poluição e para a responsabilização dos infratores”. A informação da pasta é de que enquanto o laudo não sai, os profissionais continuarão a monitorar a qualidade da água. Peixes coletados serão analisados também por especialistas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

 

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