Segunda, 23 Outubro 2017

Morte de paciente no Hospital Regional expõe caos enfrentado na Policlínica

Publicado em Política Segunda, 25 Maio 2015 13:32
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A precariedade da Policlínica de Juatuba é assunto recorrente e motivo de muita preocupação para toda a comunidade, que há tempos cobra da atual administração municipal providências para melhorias. Apesar das constantes reclamações nos últimos meses, nenhuma medida foi sinalizada pela prefeita Valéria Aparecida dos Santos para resolver os problemas apontados pelos usuários da rede pública. Diante do descaso, a situação fica mais grave a cada dia. Duas mortes registradas na última semana colocaram mais uma vez em xeque o atendimento prestado, evidenciando o caos enfrentado pela grande parcela da população que depende do serviço, gerido pelo Consórcio Intermunicipal do Médio Paraopeba – Cismep -, contratado pela Prefeitura por quantias vultosas. 

O falecimento de uma mulher no Hospital Regional de Betim, na segunda-feira, 18, causou comoção e revolta na cidade. Adileidia Alves Marçal, mais conhecida como Dina, estava há dois meses no Centro de Tratamento Intensivo – CTI –, para onde foi encaminhada já em estado grave depois de uma tentativa de parto frustrada na Policlínica. De acordo com declarações do pai da criança, Djair José Alves, ao sentir as primeiras contrações, ela foi para o ponto de ônibus com a pretensão de chegar à maternidade de Mateus Leme, mas com muitas dores, não conseguiu alcançar o intento, sendo socorrida por um transeunte, que a levou para a unidade local. 

“Conforme já apurei, lá tentaram forçar o nascimento da criança por parto vaginal. Ela não tinha condições para isso, fez todo o acompanhamento pré-natal e a situação já estava atestada. Os documentos estavam todos na bolsa, não entendemos o que fez com que tomassem essa atitude. Quando chegaram à conclusão de que não era possível é que chamaram a ambulância e a transferiram para o Regional, já quase morta, como confirmei ao chegar lá, por volta das dez da manhã. Ela teve uma hemorragia, perdeu praticamente todo o sangue, o útero ficou muito machucado, enfim, foi uma atrocidade. O bebê faleceu 12 dias depois”, afirmou Djair em conversa com o JORNAL DE JUATUBA E MATEUS LEME. Dina, que deixou uma filha, faria 43 na próxima segunda-feira, 25, e segundo o companheiro, sempre apresentou boa saúde. “Isso não vai ficar assim. Em breve estarei com o laudo do médico que a atendeu do início ao fim em Betim e vamos buscar Justiça”, disse. Vereadores também já se manifestaram sobre o caso na última reunião da Câmara e pediram esclarecimentos. 

Acusação de negligência 

 

Na sexta-feira, 15, um idoso morreu supostamente por falta de atendimento, conforme denúncia feita pela sobrinha dele. Segundo ela, o tio, que morava na rua Alípio Nogueira Amaral, 210, no bairro Varginha, já não estava bem quando acordou pela manhã, o que fez com que buscasse ajuda na Policlínica Municipal de Juatuba. Na unidade, foi informada de que havia quatro médicos de plantão, mas que nenhum deles poderia dar assistência ao homem, que não tinha condições de ir ao local porque era acamado. Ainda de acordo com as declarações, o óbito foi registrado às 10 horas, mas até às 21h o corpo não havia sido removido da casa. 

 

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